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Histórico do município
A história da formação territorial de Dilermando de Aguiar
passa primeiramente pela grande ocupação por povos
originários, tanto os caçadores-coletores, como os pampeanos e
o povo Guarani. Mais tarde, seus campos fizeram parte da
Estância de São Miguel, administrada pelos padres jesuítas.
Quando o Rio Grande do Sul estava segmentado entre
portugueses e espanhóis, primeiramente pertenceu ao Reino da
Espanha e depois ficou dividido entre as duas coroas, visto que a
zona neutral ocupava o centro de seu território, culminando em
ocupações por ambas as partes.
Após o estabelecimento do domínio português sobre o
Estado, os campos dilermandenses passaram a ser ocupados e
posteriormente concedidos através de cartas de sesmarias. Entre
esses primeiros estancieiros estavam Manoel Antônio Teixeira,
Antônio Cabral, José Francisco da Cunha, Francisco Machado
Fagundes e Felippe Carvalho da Silva. Décadas depois,
adquiriram partes de campos o Barão de Candiota e o de
Saycan.
No decorrer das divisões administrativas pelas quais passou o
Rio Grande do Sul, a área territorial de Dilermando de Aguiar
pertenceu aos municípios de Rio Pardo, Cachoeira do Sul e
Santa Maria antes de ser emancipada. Por muito tempo foi
denominada como Distrito do Pau Fincado, em referência ao
marco de madeira que se encontra há séculos instalado na
localidade de mesmo nome. Enquanto distrito de Santa Maria,
recebeu a denominação de Dilermando de Aguiar na década de
1920.
Em 1877, o Tte. Cel. José da Rocha Vieira adquiriu a
Estância do Felippinho, passando a residir nela com sua família.
Menos de uma década depois, os campos dessa sesmaria foram
cortados pela ferrovia, sendo construída, nas áreas desse militar,
a “Estação de São Pedro”, dentro da linha que ligava Porto
Alegre a Uruguaiana. Foi inaugurada oficialmente em 23 de
dezembro de 1890 e recebeu essa denominação devido à
proximidade com o Rincão de São Pedro, atual município de
São Pedro do Sul, que na época também era distrito de Santa
Maria e já possuía uma vila em formação.
Rocha Vieira, que ocupou importantes cargos políticos e
militares na região, construiu as primeiras casas e comércios nas
imediações da Estação Ferroviária, o que deu início à formação
da povoação e o consagrou como fundador da vila que
atualmente corresponde à sede do município de Dilermando de
Aguiar.
Os confrontos militares também ficaram marcados na história
do município, principalmente durante a Revolução Farroupilha
(Combate da Porteirinha) e a Revolução Federalista de 1923.
Em 1919, com a construção de um novo ramal ferroviário
que se estenderia até São Borja, a Estação Ferroviária foi
reinaugurada com a denominação de “Estação Dilermando de
Aguiar”, uma homenagem póstuma ao engenheiro que também
havia sido diretor da “Estrada de Ferro de Porto Alegre a
Uruguaiana”. A partir disso, Dilermando de Aguiar passou a ser
um dos mais importantes entroncamentos ferroviários do Estado
do Rio Grande do Sul. O nome da Estação logo se estendeu ao
distrito e, após a emancipação, ao município.
No plebiscito realizado em 22 de outubro de 1995, a maioria
da população do distrito votou a favor da emancipação de
Dilermando de Aguiar. Em 28 de dezembro foi assinada a Lei
estadual nº 10.633, que criou o município de Dilermando de
Aguiar, sendo a primeira eleição municipal realizada em 03 de
outubro de 1996. No início de 1997 tomaram posse os primeiros
vereadores e o primeiro prefeito.
O município de Dilermando de Aguiar está situado na região
central do Rio Grande do Sul, em um ecótono entre os biomas
Pampa e Mata Atlântica. Seu território também é um divisor de
águas entre a Bacia Hidrográfica do Vacacaí e Vacacaí-mirim e
a Bacia Hidrográfica do Ibicuí. Sua geologia permite encontrar
diversos fósseis datados de milhões de anos, tanto de espécies
vegetais como animais, proporcionando importantes
contribuições paleontológicas a nível mundial.
O território do município sempre se destacou pela
produtividade de seus campos, que apresentam ampla aptidão
para a agricultura e para a pecuária, atividades que movimentam
a maior parte de sua economia. Na agricultura predominam as
culturas da soja, do arroz e do milho, enquanto a pecuária possui
significativos plantéis de bovinos de corte e de ovinos.
Fonte: Dilermando de Aguiar – Cinco Séculos de História.
ISBN 978-65-5484-072-9. Thiago de Miranda Weigert.

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